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Poeta inconformado

  • 12 de nov. de 2011
  • 1 min de leitura

Atualizado: 7 de out. de 2020

Quem me dera ter

o génio do poeta

invocar o saber

para atingir tal meta

Transcender a imaginação

encarnar a alma lusa

ser fé, ser paixão

descobrir a nossa musa

Mas não sou um “Deus”

sou um comum mortal

como enlevar os pares meus

inebriá-los de espírito nacional?

Fora eu Sebastião

o tal desejado

amotinava esta nação

a lutar contra este triste fado

Somos o cordeiro

embalado no altar

o povo é sempre o primeiro

quando há factura para pagar

Onde estás alma minha

tu que descobriste o mundo

andas adormecida pela ladainha

quando submerges lá do fundo?

Assim não te libertas

dessa tua grilheta

será que só despertas

quando te vires na sarjeta?

Acorda Portugal!!!

deixa-te de futebóis

os vampiros continuam afinal

somos iscos nos seus anzóis

Já não somos o Manel e o Zé

já não somos do antigamente

Porra! Ao menos caíamos de pé!

Porra! Ainda somos gente.!

11 de Nov de 2011


Eliseu Guia

 
 
 

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